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TERRITÓRIO, ANCESTRALIDADE E DIREITOS: A VOZ DOS POVOS NA CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA



Nos dias 23 e 24 de abril de 2026, em Feira de Santana (BA), foi realizado o 1º Encontro Macroterritorial do Litoral Norte e Agreste Leste Baiano, reunindo representações institucionais, movimentos sociais e lideranças comunitárias em um espaço de diálogo, escuta e construção coletiva de políticas públicas.
O Ilê Axé Odé Obá Kêtu, sob a liderança da Iyalorixá Professora Raimunda, esteve presente de forma ativa e legítima, representando não apenas a religião de matriz africana, mas também a força organizada da sociedade civil do município de Acajutiba/BA e do território LNAB-18.
Mais do que participação, o Ilê reafirmou um princípio fundamental:
não há desenvolvimento territorial sem reconhecimento dos saberes ancestrais, sem respeito às comunidades tradicionais e sem equidade social concreta.
DO DIÁLOGO À POSIÇÃO POLÍTICA DO TERRITÓRIO
O encontro trouxe à tona avaliações sobre a execução das políticas públicas nos territórios, evidenciando avanços, mas também desigualdades estruturais que ainda persistem sobretudo nos territórios quilombolas, indígenas e nas periferias urbanas.
Nesse contexto, o Ilê Axé Odé Obá Kêtu contribuiu com uma leitura estratégica:
A política pública precisa sair do papel e chegar na vida real das comunidades;
A equidade não pode ser discurso precisa ser critério de distribuição de recursos;
Os saberes tradicionais não são complementares são estruturantes para o desenvolvimento territorial;
A participação social precisa ser qualificada, respeitada e vinculada à tomada de decisão.
JUVENTUDE, ANCESTRALIDADE E FUTURO
Um dos pontos centrais do encontro foi a formação de jovens lideranças.
E aqui, o Ilê reforça algo essencial:
A juventude só se fortalece quando reconhece suas raízes.
A presença de jovens nos espaços de formação e decisão precisa dialogar com a ancestralidade, com a oralidade, com os mestres e mestras da cultura viva porque é nesse encontro entre gerações que nasce um futuro com identidade e direção.
SABERES TRADICIONAIS COMO BASE DE JUSTIÇA SOCIAL
Durante as atividades, ficou evidente que os territórios carregam tecnologias sociais próprias muitas vezes invisibilizadas pelas estruturas formais do Estado.
O Ilê Axé Odé Obá Kêtu reafirma que:
Os terreiros são espaços de educação, saúde, cultura e organização comunitária;
As comunidades tradicionais produzem conhecimento legítimo;
A valorização desses saberes é caminho direto para a redução das desigualdades.
CARTA DOS TERRITÓRIOS: MAIS QUE UM DOCUMENTO, UM CHAMADO
O encontro resultará na construção da Carta das Macroterritoriais, instrumento que será direcionado às autoridades estaduais.
Mas, para além do documento formal, o que emerge é um chamado coletivo:
Que o território seja ouvido não como objeto de política, mas como sujeito de decisão.
POSICIONAMENTO FINAL – ILÊ AXÉ ODÉ OBÁ KÊTU
O Ilê Axé Odé Obá Kêtu reafirma seu compromisso com:
A defesa da equidade social;
A valorização dos saberes ancestrais;
A construção de políticas públicas a partir da realidade dos territórios;
O fortalecimento da participação popular como instrumento de transformação.
Porque quando o território fala,
quando a ancestralidade guia,
e quando o povo ocupa os espaços…
a política deixa de ser promessa e passa a ser transformação.
“Quem honra seus ancestrais nunca caminha sozinho.”
Adúpẹ́! Axé oôô!


Foto: PIMM
Imagens: Ilê Axé Odé Obá kêtu
Matéria: CONESABR
contato: conesabr@gmail.com | @conesabr.oficial | @pim_producao.eventos
(75) 9883-4564
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