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Conheça Rio de Contas

História

A história desse belo e rico lugar começa em 1681, quando expedições organizadas pela Coroa Portuguesa - vindas de Goiás, Rio de Janeiro e do norte de Minas Gerais - avançaram pelo interior da Bahia. Ao chegarem de diversos lugares, seguindo as margens do Rio das Contas, os bandeirantes fundaram um pequeno arraial. Esse foi o primeiro registro de povoação no Alto Sertão da Bahia.

Em 1710, a descoberta de veios de ouro às margens do rio Brumado atraiu os primeiros habitantes. Poucos anos depois, em 1715, expedições paulistas, junto com jesuítas, formaram uma nova povoação abaixo do Descanso dos Creoulos. Sete anos mais tarde, foi erguida ali uma igrejinha dedicada a Nossa Senhora do Livramento. O local cresceu rapidamente e, em 1725, tornou-se a Vila de Nossa Senhora do Livramento das Minas do Rio de Contas.

O aumento populacional, e a intensa garimpagem levaram o rei de Portugal a regulamentar a exploração do ouro e reforçar o controle sobre a região. As condições do local para suportar enchentes e surtos como a “doença do mau carater” fizeram com que a Metropole tomasse medidas urgentes e em 1745, uma Provisão Régia determinou a transferência da vila para o “Descanso dos Creoulos”, que passou a se chamar Vila Nova do Santissimo Sacramento das Minas do Rio de Contas. A antiga vila ficou conhecida como Vila Velha, atual Livramento de Nossa Senhora.

Com a nova sede, foram construídos os prédios da Câmara Municipal, Casa de Câmara e Cadeia, Casa de Fundição e o Pelourinho. O lugar prosperou, tornando-se um importante centro regional impulsionado pela mineração e pela sua posição estratégica. No início do século XIX, o município começou a sofrer com a escassez do ouro e a atividade mineradora estagna, levando a uma baixa populacional para outras regiões da Chapada Diamantina.

Em 1840, a vila passou a se chamar Minas do Rio de Contas. Já em 1885, alcançou a categoria de cidade. Por fim, em 1931, os decretos estaduais nº 7455 e 7479 oficializaram o nome atual: Rio de Contas, em referência ao rio que margeia o município na região dos Baixios.

Como Chegar

Cravada no limite sul da Chapada Diamantina, Rio de Contas é um dos destinos mais charmosos e históricos da Bahia, com fácil acesso a partir de várias cidades.

Se você vem de Salvador ou Feira de Santana, há duas rotas principais:

  • Pela BR-242, passando por Itaberaba e Seabra, até chegar à BA-148, que segue por Boninal, Piatã, Abaíra e Jussiape.

  • Ou pela BR-116, acessando a BR-030 em Maracás, no sentido de Brumado, passando por Livramento de Nossa Senhora.

Para quem faz parte de Vitória da Conquista, o caminho é pela BA-262, passando por Anagé, Caraíbas, Maetinga e Aracatu, até alcançar a BA-148, no trecho de Brumado. Dali, a estrada segue por Livramento de Nossa Senhora até o trecho da encantadora Serra das Almas, porta de entrada de Rio de Contas.

As linhas regulares atendem o município, com partidas de São Paulo, Salvador e Vitória da Conquista ao longo da semana, operadas pelas empresas Emtram e Viação Novo Horizonte.


Culinária e Produção Local

A contribuição dos bandeirantes, colonos portugueses, indígenas e escravos definiu os traços culinários do município. O pequi, fruto encontrado com frequência na região do Cerrado Brasileiro, na Chapada do Araripe e no norte de Minas Gerais, está presente em diversas iguarias locais, como o arroz com pequi. Desse fruto também são produzidos licores, óleos e outros produtos típicos.

Entre os pratos tradicionais, destacam-se o cortado de palma e o cortado de mamão verde, ideais como acompanhamentos. Também é possível saborear receitas comuns na Chapada Diamantina, como o Godó de Banana, prato marcante da culinária regional.

O município integra ainda a Rota da Cachaça, ao lado de Abaíra e Paramirim, onde é possível encontrar a bebida em sua forma artesanal, produzida por pequenos alambiques locais. Nos últimos anos, o café de Rio de Contas tem ganhado destaque, com produtores premiados pela qualidade dos grãos. Além disso, outras iguarias, como chimangos e sequilhos, também são produzidas e podem ser apreciadas.

Por possuir as terras mais férteis do município, o distrito de Mato Grosso concentra boa parte da produção rural, abastecendo as feiras livres da sede e do distrito de Marcolino Moura, que acontecem sempre aos sábados e domingos. Rio de Contas também se destaca pelas grandes produções de manga (variedade Tommy) e tangerina (Ponkan), das quais se produzem geleias, doces e outras delícias regionais.

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